
Mário Mourão usou a festa dos trabalhadores no Jamor para endurecer o braço de ferro com o executivo de Montenegro e vincar a unidade interna da central sindical.
Agência Lusa
01 mai. 2026, 17:03
O secretário-geral da UGT garantiu esta sexta-feira que não vai ceder perante as “traves mestras” do Governo na reforma laboral, afirmou que as tentativas de dividir a UGT falharam e colocou a responsabilidade pelo resultado das negociações no executivo.
Durante o discurso do 1.º de maio na festa dos trabalhadores organizada pela central no Centro Desportivo do Jamor, em Oeiras, Mário Mourão disse, sem nomear, que procuraram dividir a UGT, mas que a organização está hoje mais unida do que nunca e, de seguida, lembrou o que se passou desde que em julho de 2025 o Governo de Luís Montenegro apresentou o anteprojeto de reforma laboral.
“Foi unidos que dissemos um ‘rotundo não’ ao anteprojeto em julho do ano passado. Foi unidos que dissemos que íamos para a greve geral. E foi unidos que recusámos agora um anteprojeto que não evoluiu nas matérias fundamentais”, disse.
“A UGT não cedeu. A UGT não vai ceder perante aquilo que são as traves mestras do governo”, disse, arrancando uma salva de palmas dos trabalhadores que assistiam.
De seguida, disse que a UGT recusou “sempre esta conceção de diálogo e esta estratégia de governo”, defendendo que “a negociação verdadeira, ao contrário do que alguns pensam, não é a cedência ou a capitulação de um lado”.
Sem dizer se a UGT irá aderir à greve geral convocada pela CGTP para o próximo dia 03 de junho, Mário Mourão lembrou o passado recente, referindo duas vezes a greve de 11 dezembro de 2025 e afirmando que foi unida que a União Geral de Trabalhadores participou nessa ação de luta.
“Quero deixar aqui uma mensagem muito clara a quem tentou enfraquecer a nossa central. Falhou! Falhou!”, criticou, motivando nos trabalhadores que assistiam um grito em uníssono de “UGT! UGT! UGT!”.
Mourão continuou dizendo que “falharam as tentativas de dividir a UGT – e falharam porque, disse, “não entenderam a essência da central, que “continuará a ser uma instituição de sindicalistas e não de militantes partidários como querem fazer crer”.
Sobre a última versão da reforma laboral, que o secretariado da UGT rejeitou em 23 de abril, o líder da central sindical considerou que “continua a ser profundamente danosa para os trabalhadores” e recusou que o Governo “transfira agora para a UGT a responsabilidade” de aderir às medidas aí incluídas.
“Recusamos ultimatos e chantagem de quem afirma que a UGT será responsável pela apresentação deste anteprojeto ao Parlamento e pela sua negociação com quem quer que seja.
“A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do Governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam é deste governo”, atirou, recusando “ultimatos e chantagem” de quem afirma que a UGT será responsável pela versão da reforma que chegar ao parlamento.
Entre os pontos que a UGT critica na reforma estão a manutenção da reintrodução do banco de horas individual, a não aplicação de convenções coletivas aos trabalhadores em ‘outsourcing’, a manutenção da generalização dos serviços mínimos da greve e das restrições à atividade sindical.
Sobre a última versão da reforma laboral, que o secretariado da UGT rejeitou em 23 de abril, o líder da central sindical considerou que “continua a ser profundamente danosa para os trabalhadores” e recusou que o Governo “transfira agora para a UGT a responsabilidade” de aderir às medidas aí incluídas.
“Recusamos ultimatos e chantagem de quem afirma que a UGT será responsável pela apresentação deste anteprojeto ao Parlamento e pela sua negociação com quem quer que seja.
“A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do Governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam é deste governo”, atirou, recusando “ultimatos e chantagem” de quem afirma que a UGT será responsável pela versão da reforma que chegar ao parlamento.
Entre os pontos que a UGT critica na reforma estão a manutenção da reintrodução do banco de horas individual, a não aplicação de convenções coletivas aos trabalhadores em ‘outsourcing’, a manutenção da generalização dos serviços mínimos da greve e das restrições à atividade sindical.
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