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	<title>Arquivo de Notícias - SINTAP Açores</title>
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		<title>Lei laboral. Banco de horas individual e regras apertadas na amamentação devem chegar à Função Pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 00:12:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Banco de horas individual e novas exigências para amamentação poderão chegar à Função Pública. Juristas alertam para riscos de maior pressão sobre horários e burocratização dos direitos parentais.   Caso [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sintapazores.com/lei-laboral-banco-de-horas-individual-e-regras-apertadas-na-amamentacao-devem-chegar-a-funcao-publica/">Lei laboral. Banco de horas individual e regras apertadas na amamentação devem chegar à Função Pública</a> aparece primeiro em <a href="https://sintapazores.com">SINTAP Açores</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="10728" class="elementor elementor-10728" data-elementor-post-type="post">
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Banco de horas individual e novas exigências para amamentação poderão chegar à Função Pública. Juristas alertam para riscos de maior pressão sobre horários e burocratização dos direitos parentais.</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Caso a <a href="https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=356766">proposta de lei do Governo de Luís Montenegro, que altera o Código do Trabalho,</a> seja aprovada pelo Parlamento, o regresso do<a href="https://eco.sapo.pt/descodificador/vem-ai-novo-banco-de-horas-individual-saiba-como-podera-vir-a-funcionar/07-quando-e-que-estas-regras-vao-mesmo-entrar-em-vigor"> banco de horas individual</a> e o <a href="https://eco.sapo.pt/2026/05/20/amamentacao-governo-insiste-em-exigir-atestado-medico-de-seis-em-seis/">endurecimento das regras da dispensa para amamentação</a> poderão ter impacto também na Administração Pública, devido às remissões da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LGTFP) para o regime laboral privado. Os juristas ouvidos pelo ECO alertam para riscos de maior pressão sobre horários, limitação de direitos parentais e aumento da margem de decisão das chefias no setor público.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O diploma entregue pelo Governo na Assembleia da República altera dezenas de artigos do Código do Trabalho e de legislação conexa, abrangendo matérias como parentalidade, teletrabalho, organização do tempo de trabalho, <a href="https://eco.sapo.pt/2026/05/08/dos-contratos-a-prazo-ao-direito-a-greve-sao-estes-os-pontos-que-impediram-acordo-na-reforma-laboral/">contratos a prazo</a> e <a href="https://eco.sapo.pt/2026/05/19/governo-abre-a-porta-a-que-trabalhadores-possam-recorrer-de-decisoes-tomadas-por-algoritmos/">inteligência artificial</a>.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Embora a revisão legislativa não altere diretamente a <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/35-2014-25676932">Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas</a>, os especialistas sublinham que várias normas da LGTFP remetem expressamente para o <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/lei/2009-34546475">Código do Trabalho</a>, o que poderá fazer com que as mudanças acabem por refletir-se também nos trabalhadores do Estado.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“Sabemos que sempre que há uma reforma estrutural do Código do Trabalho, mais cedo ou mais tarde há uma tendência de aproximação no regime público”, afirma Pedro Antunes, advogado da CCA Law Firm. “O que esta proposta faz não é alterar imediatamente a LTFP, mas criar um novo referencial. E isso acaba por ter efeitos, seja por remissão legal, seja por opção política futura”, acrescenta.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Uma das medidas mais polémicas da proposta é o regresso do<a href="https://eco.sapo.pt/descodificador/vem-ai-novo-banco-de-horas-individual-saiba-como-podera-vir-a-funcionar/"> banco de horas individual por acordo entre trabalhador e empregador</a>. O diploma permite acréscimos até duas horas diárias e até 50 horas semanais, com compensação acrescida de 25% se, no fim do período de referência, o trabalho extra não for gozado em descanso. Recupera-se, assim, um mecanismo que tinha sido eliminado da legislação laboral.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>A medida poderá ter repercussões também na Administração Pública, segundo Eduardo Castro Marques, sócio fundador da Dower Law Firm. “A LTFP aplica o Código do Trabalho em organização e tempo de trabalho, incluindo expressamente os regimes de adaptabilidade e de banco de horas”, afirma. “Se o legislador vier a reintroduzir o banco de horas individual no Código do Trabalho, esse regime será, em princípio, extensível também aos trabalhadores com vínculo de emprego público”, acrescenta.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Além disso, Pedro Antunes considera que o setor público poderá ser pressionado a seguir a mesma lógica. “A introdução ou reforço de mecanismos como o banco de horas individual ou maior flexibilidade horária no setor privado poderá pressionar uma evolução semelhante no setor público”, refere.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Apesar disso, os juristas recordam que a Administração Pública continua sujeita a limites próprios, como as 35 horas semanais e o princípio do interesse público. “Não significa que essa lógica seja automaticamente transposta para a Administração Pública”, ressalva Pedro Antunes.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p><strong>Pressão sobre horários</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">Embora reconheçam que o banco de horas pode dar maior flexibilidade organizativa aos serviços públicos, os especialistas alertam para os riscos associados ao regresso deste instrumento. Madalena Caldeira, advogada da Gómez-Acebo &amp; Pombo, considera que as novas regras podem traduzir-se num “potencial aumento de pressão sobre horários e disponibilidade”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>A especialista deixam também avisos quanto ao risco de “desigualdades entre serviços” e para dificuldades de implementação uniforme na Administração Pública. “O saldo dependerá da forma como a LTFP transpuser e calibrar estas mudanças”, afirma.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Pedro Antunes admite igualmente que a maior flexibilidade pode acabar por ter efeitos negativos para os trabalhadores públicos. “Há riscos de a maior flexibilidade acabar por se traduzir, na prática, numa maior instabilidade dos vínculos com eventual impacto na previsibilidade das carreiras”, refere.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O advogado acrescenta que uma eventual transposição automática de soluções do setor privado para o emprego público “sem a devida adaptação às exigências próprias da Administração Pública, como a legalidade e a prossecução do interesse público, pode trazer algum impacto menos positivo”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p><strong>Dispensa para amamentação fica mais limitada</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Outra das alterações que está a gerar críticas entre especialistas em Direito do Trabalho prende-se com a dispensa para amamentação e aleitação. A proposta limita o direito da mãe trabalhadora à dispensa para amamentação aos dois anos da criança, e introduz novas exigências documentais e de comprovação periódica.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Em concreto, se a proposta de lei entregue pelo Governo no Parlamento vier a ser aprovada, as trabalhadoras que pretendam beneficiar da dispensa para amamentação passarão a ter de apresentar um atestado médico logo no início do período de dispensa e renovar essa prova de seis em seis meses. Durante a negociação com os parceiros sociais (patrões e sindicatos), o Executivo chegou a ponderar exigir apenas duas declarações médicas ao longo do processo, mas acabou por recuar nessa solução e optar por um regime mais exigente.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Em comparação, atualmente, o Código do Trabalho estabelece que a mãe que amamenta tem direito a dispensa do trabalho para esse efeito “durante o tempo que durar a amamentação”. A lei em vigor determina que a trabalhadora deve comunicar ao empregador, com dez dias de antecedência face ao início da dispensa, que se encontra a amamentar o filho, sendo apenas obrigatória a apresentação de atestado médico caso a dispensa se prolongue para além do primeiro ano de vida da criança. A legislação não prevê, neste momento, a entrega periódica de novos comprovativos médicos.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Madalena Caldeira considera que esta poderá ser uma das alterações mais sensíveis da proposta. “A exigência de comprovação periódica da amamentação pode gerar maior pressão e intrusão na esfera privada das trabalhadoras”, afirma. A advogada alerta ainda para o risco de aumento de conflitos laborais relacionados com a validação médica da amamentação.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Também Pedro Antunes admite reservas relativamente às novas exigências. “Estamos perante uma solução que pode criar maior burocratização do exercício de um direito ligado à parentalidade”, afirma. A eventual aplicação destas regras à Administração Pública poderá levantar dificuldades práticas adicionais, sobretudo em serviços com forte predominância feminina, segundo o advogado.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Eduardo Castro Marques recorda que a LGTFP remete para o Código do Trabalho em matéria de parentalidade, o que significa que “estas alterações poderão igualmente repercutir-se no emprego público”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p><strong>Reforço da licença parental partilhada</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">No caso da parentalidade, a proposta prevê que a licença parental inicial possa durar até 180 dias consecutivos, paga a 100%, através de períodos obrigatórios e facultativos partilhados entre os progenitores. O diploma reforça também a licença obrigatória do pai para 28 dias, dos quais 14 consecutivos imediatamente após o nascimento.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Em maior detalhe, a proposta prevê que a licença parental inicial possa durar até 180 dias consecutivos, através de um modelo mais flexível e mais favorável à partilha entre os progenitores. Passa-se, então, a prever: um período obrigatório de 120 dias; mais 30 dias facultativos que podem ser gozados por apenas um dos pais ou partilhados; e um período adicional de 60 dias, desde que seja repartido em partes iguais entre pai e mãe.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Além disso, o diploma permite que parte desse período adicional possa ser acumulado com trabalho a tempo parcial. Estas mudanças tenderão a refletir-se também na Administração Pública, segundo Eduardo Castro Marques. “A LGTFP remete para o regime consagrado no Código do Trabalho em matéria de parentalidade, com as necessárias adaptações”, explica.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O advogado considera que, se a proposta for aprovada, os trabalhadores do Estado poderão beneficiar “do aumento do tempo potencial da licença parental inicial”, podendo esta atingir os 180 dias “com pagamento de 100% da remuneração de referência”. Neste momento, a licença parental inicial “<a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/91-2009-603961" target="_blank" rel="noreferrer noopener">só é paga a 100% até aos 150</a> <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/91-2009-603961" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dias, sendo os 30 dias remanescentes remunerados a 83% do salário”, explica Madalena Caldeira, citando o Decreto-Lei n.º 91/2009, de 9 de abril</a>.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>A mesma advogada destaca o impacto financeiro positivo que a medida poderá ter para muitas famílias da Função Pública. “O Governo propõe pagar a 100% os primeiros seis meses da licença parental partilhada e reforçar a licença exclusiva do pai”, refere.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Caso os regimes de proteção social aplicáveis aos funcionários públicos sejam ajustados em conformidade, a medida poderá representar um reforço efetivo da proteção no período pós-parto e um incentivo à partilha da licença entre ambos os progenitores, aponta a advogada.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Ainda assim, Madalena Caldeira admite que possam surgir “desfasamentos técnicos” até serem harmonizados os vários regimes prestacionais aplicáveis aos trabalhadores públicos, nomeadamente entre os abrangidos pela Segurança Social e os abrangidos pelo regime convergente da Caixa Geral de Aposentações.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Pedro Antunes, advogado da CCA Law Firm, entende igualmente que o reforço da parentalidade poderá ser uma das áreas mais positivas da reforma laboral para os trabalhadores públicos. “A proposta aponta para um reforço do regime, com a possibilidade de a licença parental inicial atingir os 180 dias, mediante partilha entre progenitores e com maior envolvimento do pai”, afirma.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Embora ressalve que “nada muda automaticamente para os funcionários públicos”, o advogado recorda que “a tradição legislativa tem sido a de alinhar estes regimes”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Outra das mudanças significativas diz respeito ao reforço da licença exclusiva do pai. A proposta passa a prever 28 dias obrigatórios nos primeiros 42 dias após o nascimento da criança, dos quais 14 terão de ser gozados de forma consecutiva imediatamente após o parto. Atualmente, a lei prevê apenas sete dias seguidos obrigatórios logo após o nascimento. Eduardo Castro Marques considera que a alteração representa “um incentivo à maior participação do pai trabalhador nos primeiros tempos de vida da criança”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>A proposta introduz ainda novas proteções relacionadas com situações de interrupção da gravidez. O texto garante à trabalhadora uma licença entre 14 e 30 dias nestes casos e cria também o direito do pai faltar até três dias consecutivos, imediatamente após um aborto.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Os especialistas consideram que estas medidas poderão reforçar os direitos de conciliação entre vida profissional e familiar na Administração Pública, mas alertam também para os desafios organizativos que poderão surgir nos serviços públicos, sobretudo em setores já marcados por falta de pessoal. Madalena Caldeira admite que a aplicação prática das novas regras poderá obrigar os serviços públicos a reorganizar equipas e horários para acomodar períodos mais longos de ausência parental.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Pedro Antunes acrescenta que a Administração Pública poderá sentir “pressão adicional de gestão”, especialmente em áreas com maior carência de recursos humanos, como saúde, educação e serviços de atendimento público. Ainda assim, os três especialistas concordam que a tendência deverá ser de aproximação entre o regime laboral privado e o regime aplicável aos funcionários públicos também nesta matéria.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p><strong>Teletrabalho com regras mais apertadas</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Outra das áreas onde os especialistas antecipam efeitos diretos é o teletrabalho. A proposta altera várias regras relativas ao trabalho remoto e híbrido, reforçando simultaneamente deveres ligados à desconexão digital e à utilização de sistemas de inteligência artificial.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Pedro Antunes considera que este poderá ser um dos domínios com impacto imediato na Administração Pública. “Tudo indica que o empregador deixará de estar tão vinculado a justificar de forma formal e fundamentada a recusa do teletrabalho”, afirma. Isso poderá traduzir-se numa “maior margem dos serviços para decidir quem pode ou não estar em teletrabalho, com critérios mais organizacionais do que jurídicos”, segundo o advogado. Na prática, acrescenta, o teletrabalho poderá deixar de funcionar como um “quase-direito” para muitos trabalhadores públicos.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Para além disso, Madalena Caldeira avisa que a Administração Pública terá de rever critérios de elegibilidade, regras de presença mínima, responsabilidades relativas a equipamentos e segurança informática.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Há, no entanto, um aspeto positivo, salienta a especialista: “A clarificação do direito à desconexão no setor público será central para limitar contactos fora de horas e definir exceções de serviço essencial”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p><strong>Contratos a prazo levantam receios de precarização</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Outra das alterações polémicas previstas na proposta do Governo é o alargamento dos contratos a termo. O diploma prevê o aumento do prazo dos contratos a termo certo de dois para três anos e do dos contratos a termo incerto de quatro para cinco anos. Embora os especialistas sublinhem que a LGTFP mantém regras próprias nesta matéria, admitem que as alterações possam criar pressão futura para rever também o regime do emprego público.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“O risco poderá traduzir-se num aumento da utilização de vínculos temporários e de funções de ‘confiança’ fora da lógica de carreira”, alerta Pedro Antunes. Madalena Caldeira considera igualmente que o alargamento dos contratos a termo no privado pode “pressionar o emprego público a rever limites e evitar assimetrias”, aumentando os receios de precariedade.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Já Eduardo Castro Marques entende que, para já, não existem alterações automáticas nestas matérias, precisamente porque a LGTFP prevê regras específicas para contratos a prazo e comissões de serviço.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Apesar das diferenças de interpretação quanto ao alcance das mudanças, os três especialistas concordam que a proposta do Governo poderá funcionar como ponto de partida para futuras alterações no emprego público. “Primeiro altera-se o Código do Trabalho e, depois, mais cedo ou mais tarde, o setor público aproxima-se desse novo padrão”, resume Pedro Antunes.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Na mesma linha, Madalena Caldeira considera que o verdadeiro impacto da reforma dependerá da forma como o legislador vier a adaptar a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas às novas regras do setor privado.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Para já, a proposta segue para discussão parlamentar. Depois de ter sido aprovado em Conselho de Ministros, o diploma deu entrada na Assembleia da República, onde terá ainda de ultrapassar várias etapas legislativas antes de poder produzir efeitos: primeiro será discutido e votado na generalidade; se obtiver luz verde, seguirá para a especialidade, fase em que os partidos poderão apresentar alterações e negociar o articulado, num processo que se antevê prolongado, antes da votação final global.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Sem maioria absoluta no Parlamento, o Governo da AD (Aliança Democrática), suportado por PSD e CDS, terá de assegurar o apoio dos partidos da oposição para fazer avançar a proposta de lei. Nesta fase, o Chega surge como o aliado parlamentar mais provável. Ainda assim, o partido liderado por André Ventura já deixou críticas à reforma laboral em cima da mesa, admitindo margem para negociação, mas impondo duas exigências: <a href="https://eco.sapo.pt/2026/05/13/andre-ventura-tem-outra-exigencia-para-aprovar-reforma-laboral-mais-ferias/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a redução da idade da reforma e o aumento do número de dias de férias dos trabalhadores.</a> <a href="https://eco.sapo.pt/2026/05/14/ps-vota-contra-reforma-laboral-ja-na-generalidade-se-proposta-mantiver-traves-mestras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O PS já afirmou que iria votar contra logo na generalidade</a>.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Mesmo que o pacote legislativo seja aprovado pelo Parlamento, o processo não ficará concluído. O diploma terá ainda de ser promulgado pelo Presidente da República. Na corrida a Belém, António José Seguro já tinha alertado que vetaria alterações à legislação laboral caso não existisse acordo em Concertação Social — cenário que se verifica neste caso — e se a proposta não sofresse mudanças relevantes.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Se o Chefe de Estado optar pela promulgação, a lei seguirá para publicação em Diário da República e só depois entrará em vigor. Até lá, continuam por cumprir várias etapas políticas e legislativas, razão pela qual a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, tem insistido que “o jogo ainda vai a meio”.</p>
<p> </p>
<p>Salomé Pinto &#8211; eco.sapo.pt</p>
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		<p>O conteúdo <a href="https://sintapazores.com/lei-laboral-banco-de-horas-individual-e-regras-apertadas-na-amamentacao-devem-chegar-a-funcao-publica/">Lei laboral. Banco de horas individual e regras apertadas na amamentação devem chegar à Função Pública</a> aparece primeiro em <a href="https://sintapazores.com">SINTAP Açores</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>UGT fala em &#8220;recuos&#8221; na proposta laboral aprovada face ao que lhe foi apresentado</title>
		<link>https://sintapazores.com/ugt-fala-em-recuos-na-proposta-laboral-aprovada-face-ao-que-lhe-foi-apresentado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 10:47:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O secretário-geral adjunto da central sindical reiterou que a UGT não se juntará à greve geral convocada pela CGTP para 3 de junho.   A UGT considera que a proposta [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sintapazores.com/ugt-fala-em-recuos-na-proposta-laboral-aprovada-face-ao-que-lhe-foi-apresentado/">UGT fala em &#8220;recuos&#8221; na proposta laboral aprovada face ao que lhe foi apresentado</a> aparece primeiro em <a href="https://sintapazores.com">SINTAP Açores</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O secretário-geral adjunto da central sindical reiterou que a UGT não se juntará à greve geral convocada pela CGTP para 3 de junho.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>A UGT considera que a proposta de reforma laboral que o Governo enviará ao parlamento &#8220;é mais próxima do anteprojeto&#8221; de julho de 2025 que recebeu um rotundo &#8216;não&#8217; da central, disse à Lusa o secretário-geral adjunto, Sérgio Monte.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Se, apesar da rejeição, o Governo tivesse decidido entregar ao parlamento a versão discutida em 23 de abril no secretariado nacional da UGT &#8220;estaria a enviar uma proposta que tinha evoluído bastante em relação ao anteprojeto de julho do ano passado, mas infelizmente não é o caso&#8221;, disse.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Segundo explicou, essa versão não mereceu o acordo do orgão máximo da UGT por manter as traves mestras de que o Governo não abdicou durante as negociações com os parceiros sociais.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Em conferência de imprensa, Rosário Palma Ramalho explicou que a proposta de lei de reforma laboral hoje aprovada em Conselho de Ministros teve como &#8220;ponto de partida&#8221; o anteprojeto inicial apresentado pelo Governo em 24 de julho de 2025, mas &#8220;introduz mais de 50 alterações&#8221; ao documento inicial, 12 das quais resultam de medidas propostas pela UGT.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Questionado pela Lusa, o secretário-geral adjunto não quis pronunciar-se sobre o conteúdo das 12 propostas da UGT por desconhecer a versão escrita da proposta aprovada em Conselho de Ministros.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>&#8220;Posso imaginar que sejam propostas que versam sobre matérias importantes, mas não sobre as traves mestras do Governo. Suponho que sejam as nossas propostas que terão a ver com a inteligência artificial, com o uso dos algoritmos, com o teletrabalho e com o trabalho em plataformas&#8221;, antecipou.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Sobre matérias estruturais, como o banco de horas individual ou a jornada contínua, Sérgio Monte mostrou-se convencido de que as ideias da UGT terão sido &#8220;liminarmente rejeitadas&#8221;.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>No caso da jornada contínua, chegou a constar como um direito dos trabalhadores com filhos até aos 12 anos, mas agora &#8220;aparece como sendo dependente do acordo do empregador, o que é totalmente diferente&#8221;.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>No banco de horas &#8220;mudou a epígrafe. Chama-se banco de horas por acordo, mas é por acordo individual&#8221;.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Também &#8220;os dias de férias a mais saíram, e passaram a dois dias de falta justificada mas não remunerada&#8221;.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Para o secretário-geral adjunto da UGT, esta modalidade &#8220;discrimina trabalhadores, porque quem tiver um salário mais alto pode comprar os seus dois dias de férias. Quem tiver um salário mínimo, coitado, não vai poder fazê-lo&#8221;.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Declarou ainda não estar surpreendido com a decisão do Governo de manter muitos pontos da versão inicial da reforma laboral.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>&#8220;Não estou surpreendido, eu sempre tive a ideia de que a vontade da senhora ministra prevaleceria. Não é estritamente o anteprojeto, mas está lá muito próximo&#8221;, afirmou.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Sérgio Monte notou também &#8220;um recuo grande&#8221; na duração dos contratos de trabalho.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>&#8220;O Governo tinha admitido, na última proposta, que a duração dos contratos a termo se mantinha tal como está na lei, que é dois anos para o contrato a termo certo, quatro a termo incerto. Mas afinal passa a ser de três anos a termo certo e de cinco anos a termo incerto&#8221;, explicou.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Outro &#8220;recuo forte&#8221;, sublinhado pelo dirigente da UGT, deu-se no caso de o trabalhador jovem à procura do primeiro emprego poder ser contratado a termo &#8220;só porque está à procura do primeiro emprego&#8221;.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>&#8220;Falta-me saber se se mantém o conceito de primeiro emprego ou se é alterado, porque a primeira proposta do Governo dizia que o trabalhador à procura do primeiro emprego é aquele que nunca teve um contrato de trabalho efetivo. Ora, se um trabalhador nunca teve um contrato de trabalho efetivo, pode chegar aos 70 anos, ao fim da sua vida ativa, sempre com contratos a termo&#8221;. A não reintegração dos trabalhadores despedidos ilegalmente independentemente da dimensão das empresas também se mantém, apesar de prever um aumento do montante da indemnização.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Sérgio Monte refere que &#8220;na última versão, tinham caído as grandes empresas. Mesmo assim, a UGT não aceitou porque as pequenas e médias empresas até 249 trabalhadores são 98% do tecido empresarial português&#8221;.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Nas reuniões que a UGT teve com os grupos parlamentares, alertou que a medida &#8220;pode ser ilegal porque atenta contra o princípio constitucional da segurança no emprego e da proibição dos despedimentos sem justa causa&#8221;.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O secretário-geral adjunto da UGT afastou ainda a hipótese de a central se juntar à greve geral da CGTP marcada para 3 de junho porque, depois de a proposta do Governo dar entrada na Assembleia da República, é aberto um período de discussão pública de um mês para que os partidos recolham os contributos de todas as organizações.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>&#8220;O secretário-geral da UGT já disse publicamente que esta greve é extemporânea, mas nunca pusemos de parte fazer uma greve geral em outra data&#8221;, acrescentou.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Lusa &#8211; 14 de Maio de 2026</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Governo aprova reforma laboral com reforço das licenças parentais e férias, mas revoga limites ao outsourcing e aumenta prazo dos contratos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 22:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Executivo aprovou a reforma laboral em Conselho de Ministros. O diploma segue agora para debate parlamentar   O Governo aprovou esta quinta-feira a reforma da legislação laboral, sob a forma [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Executivo aprovou a reforma laboral em Conselho de Ministros. O diploma segue agora para debate parlamentar</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O Governo aprovou esta quinta-feira a reforma da legislação laboral, sob a forma de proposta de lei, diploma que seguirá agora para a Assembleia da República, onde “deve chegar nos próximos dias”, garantiu a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, aos jornalistas após a reunião do Conselho de Ministros (CM). Sem maioria absoluta, o Governo terá de negociar com a oposição a aprovação da proposta de lei, posicionando-se o Chega como o parceiro preferencial desta negociação.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“O ponto de partida desta proposta de lei é naturalmente, e não restem dúvidas, o anteprojeto inicial Trabalho XXI, apresentado em julho do ano passado”, afirmou a ministra do Trabalho. Ainda assim, a governante sublinhou que “o que está na proposta de lei é bastante diferente da proposta inicial porque foram introduzidas mais de 50 alterações”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Segundo acrescentou, 12 dessas mudanças acolhem propostas apresentadas pela UGT. Não é o caso do outsourcing, nem da duração dos contratos a termo ou da possibilidade de não reintegração de trabalhadores despedidos de forma ilícita. Apesar de, durante o processo negocial, Rosário Palma Ramalho ter admitido uma modulação diferente para estas normas &#8211; apontadas como linhas vermelhas para um acordo pela UGT -, na formulação final da proposta de lei, ministra optou por regressar à versão original do anteprojeto, apresentado em julho do ano passado.</p>

<h2 class="wp-block-heading"> </h2>
<h2 class="wp-block-heading">Contratos a termo aumentam para três anos e travão ao outsourcing acaba</h2>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Assim, na proposta que remeterá ao Parlamento, a duração dos contratos a termo certo aumenta dos atuais dois para três anos e de quatro para cinco, no caso dos contratos a termo incerto. O mesmo acontece na limitação do recurso ao outsourcing (subcontratação).</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O Governo chegou a ponderar reduzir o prazo deste impedimento dos atuais 12 meses para seis meses e limitá-lo a atividade core da empresa, mas acabou por regressar à sua versão original onde revoga integralmente o travão à subcontratação de serviços por empresas que tenham realizado despedimentos coletivos ou por extinção de posto de trabalho.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Também na não reintegração de trabalhadores alvo de despedimentos considerados ilícitos, a ministra optou por não acomodar as reivindicações da UGT. A formulação final da norma prevê o alargamento da possibilidade de não reintegração a todas as empresas, independentemente da sua dimensão (atualmente só as microempresas o podem aplicar), tal como na versão inicial do anteprojeto. Contudo, é reforçada a indemnização mínima a pagar ao trabalhador nestas situações.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Uma das normas onde o Governo incorporou (ainda que parcialmente) contributos da UGT foi o banco de horas por acordo direto entre o empregador e trabalhador (antigo banco de horas individual). O Governo optou por uma versão diferente da inicialmente apresentada, para garantir que as horas que se traduzam em saldo a favor do trabalhador, e que no fim do período de referência não tenham sido gozadas em descanso, sejam remuneradas com um extra de 25% (a proposta da UGT previa 50%).</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Entre as restantes medidas aprovadas esta quinta-feira está também o reforço das licenças parentais, que passam a ser pagas a 100% nos primeiros seis meses. A licença de parentalidade obrigatória aumenta também de 14 para 30 dias. A proposta prevê ainda alterações ao banco de horas e um reforço do direito a férias em dois dias.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Neste caso, Rosário Palma Ramalho explicou que o alargamento do período de férias não é uma majoração, mas sim a possibilidade de “compra”, por parte do trabalhador, de dois dias de descanso adicionais, algo que constava da proposta original.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Segundo a ministra, &#8220;o Governo tem o dever de governar de forma reformista. Esta versão é a que corresponde ao objetivo de reformismo do Governo&#8221;. A aprovação da proposta de alteração legislativa acontece após uma reunião do primeiro-ministro, Luís Montenegro, com o líder do Chega, André Ventura, esta quarta-feira.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>A reforma laboral deverá enfrentar oposição do PS. O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro &#8211; com quem Montenegro também já reuniu &#8211; avisou esta quinta-feira que será difícil um entendimento se o Governo mantiver “a insensibilidade e desumanidade” da proposta.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O líder do PS acusou o Executivo de querer aumentar a precariedade laboral e afirmou que algumas medidas “abrem a selva às relações laborais”. Ainda que a ministra, Rosário Palma Ramalho, tenha feito questão de sublinhar aos jornalistas que “aquilo que é precário é o desemprego e os baixos salários”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Também o presidente do Chega, André Ventura, indicou esta semana que o partido não vai abdicar das exigências que colocou para viabilizar a reforma laboral, nomeadamente a descida da idade da reforma e a reposição dos dias de férias retirados durante o período da troika.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Ventura considerou ainda que a proposta “é má para o país” e “má para os trabalhadores”, defendendo alterações ao diploma antes da votação no Parlamento.</p>
						</div>
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		<title>Dos contratos a prazo ao direito à greve. São estes os pontos que impediram acordo na reforma laboral</title>
		<link>https://sintapazores.com/dos-contratos-a-prazo-ao-direito-a-greve-sao-estes-os-pontos-que-impediram-acordo-na-reforma-laboral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isabel Patrício &#8211; eco.sapo.pt   CIP entrou preparada para ceder em cinco pontos (sem apoio garantido das demais confederações), mas deparou-se com várias outras matérias &#8220;em aberto&#8221; do lado da [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Isabel Patrício &#8211; </em>eco.sapo.pt</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p><strong>CIP entrou preparada para ceder em cinco pontos (sem apoio garantido das demais confederações), mas deparou-se com várias outras matérias &#8220;em aberto&#8221; do lado da UGT. Negociação termina sem acordo.</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>A negociação da reforma laboral foi longa e aprofundada, mas não suficiente para produzir, ao fim de nove meses, <a href="https://eco.sapo.pt/2026/05/07/negociacao-da-reforma-laboral-termina-sem-acordo-na-concertacao-social/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um acordo</a> entre os parceiros sociais, com a ministra do Trabalho a acusar a UGT de intransigência.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Na última reunião de Concertação Social, a central sindical liderada por Mário Mourão fez questão que ficasse em ata uma declaração na qual deixa claro os pontos que considera “mais danosos” e enumera algumas das suas propostas que não foram acolhidas, nestas conversações.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O Governo tinha indicado que as matérias que ainda estavam por consensualizar seriam apenas seis, e a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) tinha mostrado, na véspera, <a href="https://eco.sapo.pt/2026/05/06/cip-critica-oposicao-ao-pacote-laboral-pelo-medo-e-falta-de-verdade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">abertura para ceder em cinco áreas críticas</a>, mas o documento apresentado pela UGT refere vários outros pontos, que acabaram por impedir um entendimento na Concertação Social.</p>
<p> </p>

<p><strong>Contratação a prazo</strong></p>
<p> </p>
<p>“O secretariado nacional da UGT rejeitou, nomeadamente, a manutenção de regras que potenciam o aumento da duração dos contratos a termo e alargam os fundamentos à sua celebração, beneficiando grandes empresas e tornando mais vulneráveis idosos, jovens e desempregados”, frisa a central sindical, na declaração que ficou na ata da reunião plenária da Comissão Permanente da Concertação Social.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Ora, na proposta inicial de revisão da lei do trabalho, que foi apresentada no verão do ano passado, o Governo defendia a subida do limite máximo dos contratos a termo certo de dois para três anos e dos contratos a termo incerto de quatro para cinco anos.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Ao longo dos últimos nove meses, foram sendo discutidos e ponderados ajustes neste ponto, mas, perante as críticas da UGT, na proposta mais recente, a que o ECO teve acesso, o Governo deixa cair na íntegra a intenção de aumentar estes limites, mantendo a duração máxima nos dois anos e quatro anos para contratos a termo certo e incerto, verbalmente.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>No entanto – e a UGT chama a atenção para esta “nuance” na sua declaração –, mantém-se o alargamento dos fundamentos para a celebração de contratos a prazo, ainda que com uma aproximação à central sindical.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Em julho, o Governo acrescentava à lista aos motivos para celebração de contrato de trabalho a termo certo a contratação de “trabalhador que nunca tenha prestado atividade ao abrigo de contrato de trabalho por tempo indeterminado”. Na versão mais recente, o motivo proposto é o seguinte: “Contratação de trabalhador que nunca tenha prestado atividade ao abrigo de contrato de trabalho”, ou seja, reduz-se o universo de jovens que podem ser contratados a prazo.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>As outras alterações à fundamentação dos contratos a prazo, contudo, não evoluíram. Hoje, admite-se a celebração de contratos a termo certo no “início do funcionamento de empresa ou de estabelecimento pertencente a empresa com menos de 250 trabalhadores, nos dois anos posteriores a qualquer um desses factos”. O Governo propunha que essa possibilidade deixe ser ser exclusiva das empresas com essa dimensão, alargando-a a todas.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Além disso, se, neste momento, o Código do Trabalho admite a contratação a prazo para trabalhadores em situação de desemprego de muita longa duração, o Governo quer que também aqueles que estejam em desemprego de longa duração sejam abrangidos. Mais, acrescenta à lista de motivos para este tipo de vínculos a contratação de trabalhador reformado por velhice ou invalidez, possibilidade que hoje não existe (de todo) na lei.</p>
<p> </p>

<p><strong>Não reintegração após despedimentos</strong></p>
<p> </p>

<p class="wp-block-paragraph">Outro dos pontos que a UGT identifica como um dos travões a um acordo é a “manutenção da eliminação da garantia da reintegração após despedimento ilegal, colocando em causa a segurança no emprego“.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Importa explicar que, hoje a possibilidade de pedir a um tribunal que, após um despedimento ilícito, evite a reintegração de um trabalhador só está disponível para as microempresas e no caso dos cargos de direção ou administração. Em julho, o Governo propôs alargar a todas as empresas e cargos a possibilidade de pedir ao tribunal que exclua a reintegração de um trabalhador, após despedimentos considerados ilícitos, com fundamento “em factos e circunstâncias” que tornem o regresso desse empregado “gravemente prejudicial e perturbar o funcionamento da empresa”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Já na versão mais recente (e final) da proposta, o Executivo retirava desse leque as grandes empresas. As pequenas e as médias empresas compõem, contudo, a maioria do tecido empresarial português, pelo que a UGT rejeitou esse meio-termo.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Na quarta-feira, o presidente da CIP, Armindo Monteiro, admitiu deixar cair esta alteração ao Código do Trabalho (ou, pelo menos, restringir o alargamento às pequenas empresas), mas não foi suficiente para receber o “sim” da central sindical liderada por Mário Mourão.</p>
<p> </p>

<p><strong>Banco de horas individual</strong></p>
<p> </p>
<p>“O secretariado nacional da UGT rejeitou a manutenção da reintrodução do banco de horas individual, dando poder ao empregador para desregular horários com a redução de custos e sem compensações efetivas“, lê-se na declaração apresentada na Concertação Social.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>Neste ponto, vale regressar, por momentos, a 2019. Foi nesse ano que o banco de horas individual foi extinto (com efeitos a partir de 2020), mas os empresários há muito que clamavam o seu regresso, pedido que foi acolhido pelo Governo logo no anteprojeto de julho.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>Na primeira versão da reforma da lei do trabalho, propunha-se que este regime pudesse ser aplicado “mediante acordo expresso com o trabalhador ou por adesão ao regulamento interno”, e revogava-se a maioria dos artigos que compõem o banco de horas grupal.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>Entretanto, houve uma evolução. A proposta mais recente refere não um banco de horas individual, mas um banco de horas por acordo, prevendo-se que, na falta de convenção coletiva de trabalho, esse novo regime possa ser instituído por acordo expresso entre o empregador e o trabalhador.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>Na reunião de 13 de abril, a<a href="https://eco.sapo.pt/2026/04/15/ugt-admite-banco-de-horas-por-acordo-mas-exige-pagamento-extra-do-saldo-e-isencao-de-pais-com-filhos-pequenos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> UGT ainda apresentou uma contraproposta</a>, na qual até admitia o banco de horas por acordo direto entre o trabalhador e o empregador, mas só com a negociação coletiva como pano de fundo, com custos acrescidos e excecionando os trabalhadores com filhos pequenos.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>À saída da reunião de 17 de abril, o secretário-geral da UGT deu conta que a proposta não foi acolhida, mas esta quarta-feira o presidente da CIP mostrou abertura para acolher, afinal, estas exigências. A disponibilidade não terá, porém, sido vertida num documento escrito e não foi suficiente para gerar um acordo na Concertação Social.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:paragraph -->
<p><strong>Mudança de categoria por deferimento tácito da ACT</strong></p>
<p> </p>
<p>Outro dos pontos que a UGT rejeitou e que acabaram, assim, por inviabilizar um acordo diz respeito à possibilidade de mudança de categoria com perda de retribuição por deferimento tácito da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>Este tema não constava do anteprojeto apresentado em julho, mas apareceu na discussão no final do ano. Nessa proposta, o Governo defendia que a ACT teria 30 dias para se pronunciar sobre mudança para categoria inferior ou seria considerada uma decisão em sentido favorável.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>Na proposta mais recente, prevê-se, porém, que a ACT tenha mais tempo: 45 dias. Mas essa cedência não foi suficiente para convencer a UGT.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:paragraph -->
<p><strong><em>Outsourcing</em></strong></p>
<p> </p>
<p>No documento que apresentou esta quinta-feira na Concertação Social, a UGT refere ainda o <em>outsourcing</em> como uma das matérias “mais danosas” da reforma laboral.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>Hoje, o Código do Trabalho prevê que as empresas que façam despedimentos coletivos ou por extinção do posto de trabalho não podem recorrer à terceirização de serviços durante um ano. Em julho do ano passado, o Governo propôs eliminar na íntegra este travão polémico, que foi introduzido em 2023 pela Agenda do Trabalho Digno.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>A UGT criticou-o desde logo, e a proposta evoluiu, passando a prever, na sua última versão, a manutenção do travão, mas baixando a duração para seis meses e restringindo a sua aplicação às atividades principais da empresa.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>Na véspera da última reunião da Concertação Social sobre a reforma laboral, o presidente da CIP sinalizou que estava disponível para aceitar que esse travão fosse, afinal, aplicado a todas as atividades de uma empresa durante estes seis meses. Nada disse, contudo, sobre um outro ponto crítico para a UGT (a aplicação das convenções coletiva aos trabalhadores em <em>outsourcing</em>), o que acabou por contribuir para que não tivesse havido um acordo.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>A UGT entende que sem essa aplicação torna-se “mais barato o trabalho e fomenta-se a substituição e despedimento de trabalhadores”.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:paragraph -->
<p><strong>Direito à greve, atividade sindical e negociação coletiva</strong></p>
<p> </p>
<p>Outro dos pontos que a UGT destaca é a “manutenção da generalização dos serviços mínimos à greve, deixando milhares de trabalhadores fora deste direito fundamental”.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<p>Na última versão da proposta de reforma laboral, retiravam-se vários dos setores que o Governo defendia inicialmente, como as escolas e o abastecimento alimentar, mas não foi o suficiente para merecer a aprovação da UGT.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Outro dos pontos de discórdia diz respeito às restrições à atividade sindical nas empresas sem trabalhadores filiados, “negando a relevância do papel dos sindicatos na defesa dos trabalhadores”. No anteprojeto apresentado no verão, o Executivo propunha, por exemplo, que as reuniões convocadas pelas estruturas, nesses casos, só poderiam acontecer fora do horário de trabalho e que a afixação de informação ficasse dependente de solicitação ao empregador.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Mas há outros pontos da reforma laboral com a UGT não concorda, como a possibilidade de extensão de uma convenção coletiva ao nível da empresa por mera vontade do empregador, “desvalorizando a vontade dos trabalhadores de quem os representa”, a eliminação das exigências de fundamentação de denúncia da contratação coletiva, “com a vontade injustificada e infundada do empregador a poder impedir”, e ainda a eliminação da arbitragem da apreciação da denúncia, “dando poder ao empregador para fazer cair convenções pelo mero decurso do tempo e sem negociar”.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Sobre este último ponto, a CIP ainda mostrou abertura para ceder, mas não foi possível um acordo. De resto, importa esclarecer que a disponibilidade da CIP vincula apenas essa confederação, com fontes das demais a indicarem ao ECO que não teriam a mesma abertura, até por acreditarem que tal não resultaria num acordo na Concertação Social. Aliás, esta quinta-feira, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, atirou que a UGT nunca teve condições para subscrever um entendimento.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<p> </p>
<p><strong>“Reduzida adesão às propostas da UGT”</strong></p>
<p> </p>
<!-- wp:paragraph -->
<p>Na declaração que fez ficar em ata, a UGT nota também que, ao longo deste processo negocial, foi “notória a reduzida adesão às muitas propostas da UGT“, referindo-se, por exemplo, à redução da semana de trabalho das atuais 40 para 35 horas, à possibilidade da semana de trabalho de quatro dias sem perda salarial para pais com filhos até 12 anos, ao aumento do período mínimo de férias para 25 dias (ainda que se admitisse uma redução para 22 dias, em caso de faltas injustificadas” e ao reforço das majorações salariais no trabalho noturno e suplementar.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>“Este foi um processo que gostaríamos que tivesse sido diferente. Ainda assim, estamos certos que as partes saberão evitar feridas graves para o futuro do diálogo social. A UGT reconhece as evoluções verificadas ao longo destes nove meses de negociação, mas é indubitável que estamos ainda perante um texto legislativo em clara perda para os direitos dos trabalhadores“, realça ainda a central sindical.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Sem ter sido possível um acordo, a ministra do Trabalho explicou esta quinta-feira que o Governo seguirá com esta reforma laboral para o Parlamento, levando não a versão final que estava em cima da mesa na negociação na Concertação Social, mas uma nova versão com o anteprojeto original como base e o enriquecimento de alguns contributos que o Executivo considerar úteis.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Os patrões já avisaram que preferem que o documento que chegar ao Parlamento seja mais próximo do originalmente proposto pelo Governo, já que as concessões feitas tinham como pano de fundo uma tentativa de entendimento. Em contraste, a UGT apela a que o trabalho dos últimos nove meses “não seja desperdiçado”.</p>
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		<title>UGT garante que não cederá perante &#8220;traves mestras&#8221; do Governo na reforma laboral</title>
		<link>https://sintapazores.com/ugt-garante-que-nao-cedera-perante-traves-mestras-do-governo-na-reforma-laboral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 20:05:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mário Mourão usou a festa dos trabalhadores no Jamor para endurecer o braço de ferro com o executivo de Montenegro e vincar a unidade interna da central sindical.   Agência [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sintapazores.com/ugt-garante-que-nao-cedera-perante-traves-mestras-do-governo-na-reforma-laboral/">UGT garante que não cederá perante &#8220;traves mestras&#8221; do Governo na reforma laboral</a> aparece primeiro em <a href="https://sintapazores.com">SINTAP Açores</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="10633" class="elementor elementor-10633" data-elementor-post-type="post">
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<p class="wp-block-paragraph">Mário Mourão usou a festa dos trabalhadores no Jamor para endurecer o braço de ferro com o executivo de Montenegro e vincar a unidade interna da central sindical.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Agência Lusa</p>

<p class="wp-block-paragraph">01 mai. 2026, 17:03</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O secretário-geral da UGT garantiu esta sexta-feira que não vai ceder perante as “traves mestras” do Governo na reforma laboral, afirmou que as tentativas de dividir a UGT falharam e colocou a responsabilidade pelo resultado das negociações no executivo.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Durante o discurso do 1.º de maio na festa dos trabalhadores organizada pela central no Centro Desportivo do Jamor, em Oeiras, Mário Mourão disse, sem nomear, que procuraram dividir a UGT, mas que a organização está hoje mais unida do que nunca e, de seguida, lembrou o que se passou desde que em julho de 2025 o Governo de Luís Montenegro apresentou o anteprojeto de reforma laboral.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“Foi unidos que dissemos um ‘rotundo não’ ao anteprojeto em julho do ano passado. Foi unidos que dissemos que íamos para a greve geral. E foi unidos que recusámos agora um anteprojeto que não evoluiu nas matérias fundamentais”, disse.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“A UGT não cedeu. A UGT não vai ceder perante aquilo que são as traves mestras do governo”, disse, arrancando uma salva de palmas dos trabalhadores que assistiam.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>De seguida, disse que a UGT recusou “sempre esta conceção de diálogo e esta estratégia de governo”, defendendo que “a negociação verdadeira, ao contrário do que alguns pensam, não é a cedência ou a capitulação de um lado”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Sem dizer se a UGT irá aderir à greve geral convocada pela CGTP para o próximo dia 03 de junho, Mário Mourão lembrou o passado recente, referindo duas vezes a greve de 11 dezembro de 2025 e afirmando que foi unida que a União Geral de Trabalhadores participou nessa ação de luta.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“Quero deixar aqui uma mensagem muito clara a quem tentou enfraquecer a nossa central. Falhou! Falhou!”, criticou, motivando nos trabalhadores que assistiam um grito em uníssono de “UGT! UGT! UGT!”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Mourão continuou dizendo que “falharam as tentativas de dividir a UGT – e falharam porque, disse, “não entenderam a essência da central, que “continuará a ser uma instituição de sindicalistas e não de militantes partidários como querem fazer crer”.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Sobre a última versão da reforma laboral, que o secretariado da UGT rejeitou em 23 de abril, o líder da central sindical considerou que “continua a ser profundamente danosa para os trabalhadores” e recusou que o Governo “transfira agora para a UGT a responsabilidade” de aderir às medidas aí incluídas.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“Recusamos ultimatos e chantagem de quem afirma que a UGT será responsável pela apresentação deste anteprojeto ao Parlamento e pela sua negociação com quem quer que seja.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do Governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam é deste governo”, atirou, recusando “ultimatos e chantagem” de quem afirma que a UGT será responsável pela versão da reforma que chegar ao parlamento.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Entre os pontos que a UGT critica na reforma estão a manutenção da reintrodução do banco de horas individual, a não aplicação de convenções coletivas aos trabalhadores em ‘outsourcing’, a manutenção da generalização dos serviços mínimos da greve e das restrições à atividade sindical.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Sobre a última versão da reforma laboral, que o secretariado da UGT rejeitou em 23 de abril, o líder da central sindical considerou que “continua a ser profundamente danosa para os trabalhadores” e recusou que o Governo “transfira agora para a UGT a responsabilidade” de aderir às medidas aí incluídas.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“Recusamos ultimatos e chantagem de quem afirma que a UGT será responsável pela apresentação deste anteprojeto ao Parlamento e pela sua negociação com quem quer que seja.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>“A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do Governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam é deste governo”, atirou, recusando “ultimatos e chantagem” de quem afirma que a UGT será responsável pela versão da reforma que chegar ao parlamento.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Entre os pontos que a UGT critica na reforma estão a manutenção da reintrodução do banco de horas individual, a não aplicação de convenções coletivas aos trabalhadores em ‘outsourcing’, a manutenção da generalização dos serviços mínimos da greve e das restrições à atividade sindical.</p>
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		<title>Governo, patrões e UGT voltam a reunir sexta-feira para “pequenas afinações” na reforma da lei laboral</title>
		<link>https://sintapazores.com/governo-patroes-e-ugt-voltam-a-reunir-sexta-feira-para-pequenas-afinacoes-na-reforma-da-lei-laboral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 17:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>UGT diz que ainda está longe de um acordo, enquanto patrões avisam que é tempo de &#8220;assumir responsabilidades de forma clara&#8221;. Ministra também avisa que fim da negociação está por [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sintapazores.com/governo-patroes-e-ugt-voltam-a-reunir-sexta-feira-para-pequenas-afinacoes-na-reforma-da-lei-laboral/">Governo, patrões e UGT voltam a reunir sexta-feira para “pequenas afinações” na reforma da lei laboral</a> aparece primeiro em <a href="https://sintapazores.com">SINTAP Açores</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">UGT diz que ainda está longe de um acordo, enquanto patrões avisam que é tempo de &#8220;assumir responsabilidades de forma clara&#8221;. Ministra também avisa que fim da negociação está por dias.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />O Governo, as quatro confederações empresariais e a UGT têm uma nova reunião marcada para esta sexta-feira, dia 17 de abril para “pequenas afinações” na negociação da reforma da lei do trabalho. À saída da plenária da Comissão Permanente da Concertação Social, a ministra da tutela, Maria do Rosário Palma Ramalho, reiterou que, de uma forma ou de outra, o processo será encerrado nos próximos dias.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />“O Governo entende tem todas as condições para estar finalizado nos próximos dias e com um acordo, uma vez que estamos muito próximos“, sublinhou a governante, que explicou que “restam apenas pequenas afinações”, mas não quis identificar quais os pontos que ainda separam os parceiros sociais nesta conversação.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Aos jornalistas, Palma Ramalho explicou, ainda assim, que a proposta que foi distribuída esta tarde pelas quatro confederações empresariais e pela UGT não tem diferença alguma face à versão de 6 de abril, o que significa que ainda não deve refletir as duas contrapropostas entregues pela UGT na última reunião no Ministério do Trabalho, que são relativas ao banco de horas por acordo e à jornada contínua.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Já as confederações empresariais sinalizaram que a reunião de amanhã servirá para discutir apenas esses dois temas, considerando que os demais pontos do pacote de mudanças ao Código do Trabalho estão consensualizados e encerrados. Isto ainda que a UGT insista que há outras matérias além destas (como a contratação a prazo e o outsourcing) nas quais ainda é preciso haver aproximações.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />“Agora, cada um tem de assumir as suas responsabilidades de forma clara. Já passámos a parte técnica. Neste momento, a questão é política“, atirou o presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros. “Estamos na fase final. É preciso que cada um assuma as suas responsabilidades“, insistiu o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, Álvaro Mendonça e Moura.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Já o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, fez questão de deixar quatro notas: que a proposta em cima da mesa não prevê qualquer artigo que liberalize os despedimentos, que o banco de horas por acordo não corresponde a trabalho gratuito, que não se limita o direito à greve e que não há um agravamento da precariedade, até porque a subida dos limites dos contratos a prazo, entretanto, caiu.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Do lado dos trabalhadores, o secretário-geral da UGT mostrou abertura para continuar o diálogo, mas deixou claro que entende que o acordo ainda está longe. Na próxima terça-feira, haverá reunião do secretariado executivo da UGT e, se “houver matérias novas”, Mário Mourão admite convocar, de forma extraordinária, o secretariado nacional, órgão que terá sempre de ratificar um eventual “sim” da UGT a um acordo na Concertação Social.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Porém, questionado sobre se acredita que é possível fechar este processo ainda em abril, o secretário-geral disse apenas “não sei” aos jornalistas.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Uma reunião antes da reunião formal?<br />A reunião da Comissão Permanente da Concertação Social estava marcada para as 15h, mas a CGTP só se juntou aos demais parceiros sociais já passava das 15h30. É que o Governo, as confederações empresariais e a UGT estiveram reunidos numa sala à parte, sem a participação da central sindical liderada por Tiago Oliveira.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />“Hoje, assistimos a uma enorme falta de respeito, que tem pautado todo este processo”, considerou o secretário-geral da CGTP. “Até agora, ainda estamos à espera de uma justificação“, frisou Tiago Oliveira, que voltou a reivindicar a retirada na íntegra do pacote laboral.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Confrontado com esta situação — sobretudo, depois de ter dito que valoriza o facto de o processo ter voltado à Concertação Social, onde têm assento todos os parceiros sociais –, Mário Mourão garantiu que “não tinha ainda começa a reunião de CPCS“, tendo servido esse encontro para perceber se as confederações empresariais as confederações empresariais continuavam disponíveis para discutir.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Uma versão que contrasta com a resposta dos patrões, que disseram que o encontro à margem serviu para discutir as duas propostas entregues pela UGT no início desta semana. “Não é inédito e sempre houve reuniões laterais entre as entidades que estavam interessadas a trabalhar sobre a proposta do Governo”, defendeu o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Já a ministra do Trabalho esclareceu que “houve um pedido de que houvesse uma breve troca de impressões relativamente a dois pontos concretos”. “Não foi uma reunião, e muitos menos uma reunião paralela e informal“, afirmou.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />Isabel Patrício &#8211; <a href="http://eco.sapo.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">eco.sapo.pt</a></p>
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		<item>
		<title>FESAP &#8211; I Congresso Luso-Brasileiro de Relações de Trabalho e Modernização da Administração Pública (28 a 30 de abril)</title>
		<link>https://sintapazores.com/fesap-i-congresso-luso-brasileiro-de-relacoes-de-trabalho-e-modernizacao-da-administracao-publica-28-a-30-de-abril/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:07:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 28 a 30 de abril, a FESAP, em parceira com a FONACATE, vai organizar, em Lisboa, o I Congresso Luso-Brasileiro de Relações de Trabalho e Modernização da Administração Pública. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sintapazores.com/fesap-i-congresso-luso-brasileiro-de-relacoes-de-trabalho-e-modernizacao-da-administracao-publica-28-a-30-de-abril/">FESAP &#8211; I Congresso Luso-Brasileiro de Relações de Trabalho e Modernização da Administração Pública (28 a 30 de abril)</a> aparece primeiro em <a href="https://sintapazores.com">SINTAP Açores</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="10591" class="elementor elementor-10591" data-elementor-post-type="post">
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<p class="wp-block-paragraph">De 28 a 30 de abril, a FESAP, em parceira com a FONACATE, vai organizar, em Lisboa, o I Congresso Luso-Brasileiro de Relações de Trabalho e Modernização da Administração Pública.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />Programação provisória</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>DIA 28 – Terça-Feira – Salão Nobre do Ministério das Finanças (Terreiro do Paço, Lisboa)</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />09h00 – Credenciamento</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />10h00 – Discursos Iniciais</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">Joaquim Miranda Sarmento – Ministro de Estado e das Finanças</p>

<p class="wp-block-paragraph">Rudinei Marques – Presidente do Fonacate</p>

<p class="wp-block-paragraph">José Abraão – Secretário-Geral da Fesap</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />11h00 – Palestras de Abertura</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">Luísa Neto – Presidente do INA (Instituto Nacional de Administração): “<strong>INA: Presente e Futuro”</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">Cláudia Reis Duarte – Secretária de Estado dos Assuntos Fiscais: “<strong>Administração Tributária 3.0″</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">Gonçalo Pires – Secretário de Estado Adjunto e da Justiça:<strong> “Justiça para o Futuro”</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Moderador</strong>: Nuno Barroso (Presidente da APIT)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />12h30– Encerramento</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />DIA 29 – Quarta-Feira (Auditório da UGT – Lisboa, Portugal)</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />09h30 – Credenciamento</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />10h00 – Discursos de Abertura</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) Rudinei Marques – Presidente do FONACATE</p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) José Abraão – Secretário-Geral da FESAP</p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) Mário Mourão – Secretário-Geral da UGT</p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) José Lopez Feijóo – Secretário de Relações no Trabalho do Ministério de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)</p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) Gonçalo Matias – Ministro Adjunto e da Reforma do Estado</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Moderador</strong>: Ricardo Freitas (Vice-Secretário-Geral da FESAP)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />11h00 – Negociação Coletiva no Serviço Público – Desafios e Oportunidades no Brasil e em Portugal</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) Marisa Garrido – Secretária de Estado da Administração Pública</p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) Mário Mourão – Secretário-Geral da UGT</p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) José Lopez Feijóo – Secretário de Relações no Trabalho</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Moderador</strong>: Pedro Barreiros (Secretário-Geral da FNE)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />12h30 – Almoço</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />14h00 – Modelos de Recrutamento e Gestão de Pessoas, e Modernização Administrativa</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) Jessika Moreira – Diretora Executiva do Movimento Pessoas à Frente</p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) Damasceno Dias – Presidente da CRESAP (Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Moderador</strong>: Janus Pablo Macedo(Presidente do ANFFA SINDICAL e Secretário-Geral do FONACATE)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />15h00 – Condições de Trabalho, Assédio, e Saúde Mental do Servidor Público – Tendências e Soluções</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) Vanda Cruz – Secretária Executiva da UGT</p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) Carol Sena – Presidente da Associação da Advocacia Trabalhista</p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) Celina Coelho – Analista Judiciária e participante da Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio no Poder Judiciário</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Moderador</strong>: Ivana Lima (Secretária-Geral do Conselho de Gestão Estratégica do Sinditamaraty)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />16h30 – O Futuro do Serviço Público – Carreiras, Direitos e Sustentabilidade do Estado</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) Mariana Vieira da Silva – ex-Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Deputada à Assembleia da República</p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) Rudi Cassel – Advogado especializado em Direito do Servidor Público</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Moderador</strong>: Alison Sousa (Presidente do SINDILEGIS)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />17h30 – Encerramento do Dia</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />DIA 30 – Quinta-Feira (Auditório da UGT – Lisboa, Portugal)</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p><strong>09h30 – Credenciamento</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />10h00 – Governança Estratégica de IA no Setor Público – Da Regulamentação à Implementação Prática e Colaboração Internacional</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">(ES) Ana de la Herrán – Presidente da Associação de Inspetores da Fazenda de Espanha – IHE / Vogal da Junta Governativa da FEDECA</p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) João Couvaneiro – Conselheiro do Conselho Nacional de Educação</p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) Jorge da Ponte – Consultor do Banco de Portugal, ex-Presidente do IRN</p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) Luana Tavares – Especialista em IA e cibersegurança, e CEO do Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Moderador</strong>: Thales Freitas (Presidente do SindiReceita)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />11h30 – O Futuro é agora: como a IA vai transformar o Serviço Público?</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) João Confraria – Universidade Católica, Lisboa</p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) Pedro Frantz – Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Moderador</strong>: Maria Carmen Nepomuceno (Diretora da Unafisco Nacional)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />12h30 – Almoço</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />14h00 – O futuro das Relações de Trabalho e o crescimento da IA no Setor Público</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) Paulo Pedroso (Docente Universitário/ISCTE)</p>

<p class="wp-block-paragraph">(PT) Nuno Cerejeira Namora (Law Academy, Especialista em Direito Do Trabalho)</p>

<p class="wp-block-paragraph">(BR) Vítor Maia (Auditor Federal, especialista em IA e PhD em Data Science)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Moderador</strong>: Bob Machado (Presidente do SINAIT)</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />15h30 – Leitura da Carta de Lisboa</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />16h00 – Intervenções Finais</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">Luís Montenegro – Primeiro-ministro do Governo de Portugal <em>(a confirmar)</em></p>

<p class="wp-block-paragraph">Rudinei Marques – Presidente do FONACATE</p>

<p class="wp-block-paragraph">José Abraão – Secretário-Geral da FESAP</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong><br />17h00 – Encerramento do Congresso</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><br />fesap.pt</p>
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		<title>Concertação Social</title>
		<link>https://sintapazores.com/concertacao-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 10:32:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>FESAP: &#8220;Se não houver avanços, a UGT manter-se-á unida na contestação&#8221; à reforma laboral   José Abraão acredita que encontro de concertação social pode ser sinal de abertura do Governo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>FESAP: &#8220;Se não houver avanços, a UGT manter-se-á unida na contestação&#8221; à reforma laboral</strong></p>
<p> </p>
<p>José Abraão acredita que encontro de concertação social pode ser sinal de abertura do Governo e acredita que negociações sobre a lei laboral podem continuar. Está otimista, mas defende que chumbo deve ser mantido na falta de avanços.</p>
<p> </p>
<p>O secretário-geral da FESAP — Federação de Sindicatos da Administração Pública &#8211; afirma que <strong>&#8220;se não houver avanços (sobre a lei laboral), a UGT manter-se-á unida na contestação à proposta&#8221;</strong> depois de já ter votado por unanimidade o chumbo da reforma laboral.</p>
<p> </p>
<p>Em declarações à <strong>Renascença</strong>, horas antes do encontro de Concertação Social desta quinta-feira convocado pelo Governo, José Abraão considera que a central sindical<strong> deve continuar a &#8220;privilegiar o diálogo e a negociação&#8221;</strong> sem &#8220;deitar a toalha ao chão&#8221;. O dirigente diz mesmo que os trabalhadores devem seguir nas negociações &#8220;até ao limite&#8221;, mas avisa que &#8220;o Governo também tem de fazer a sua parte&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>Caso o Governo se mostre intransigente, o dirigente da FESAP — um dos filiados da UGT — não tem dúvidas de que a central sindical continuará &#8220;unida&#8221; por considerar que <strong>é &#8220;incompreensível e inaceitável se o Governo recuar na proposta&#8221;.</strong></p>
<p> </p>
<p>José Abraão acredita que a convocatória do Governo pode significar alguma abertura do lado do executivo. &#8220;Quero acreditar que o Governo e o senhor primeiro-ministro possam dar sinais de que a reunião de amanhã até nem seja a última e que isso contribua para aproximar posições&#8221;, diz.</p>
<p> </p>
<p>O secretário-geral da FESAP entende ainda, que mesmo sem acordo<strong>, a proposta a ser enviada para o parlamento deve incluir as alterações já negociadas em encontros anteriores.</strong></p>
<p> </p>
<p>Para o encontro desta quinta-feira, o Governo convocou todos os parceiros sociais. A ministra do Trabalho considerou &#8220;adequado&#8221; o momento escolhido e alertou que as negociações sobre a lei laboral &#8220;não se vão eternizar&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>16 abr, 2026 • Filipa Ribeiro &#8211; rr.pt</p>
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		<title>UGT prepara contraproposta com quase cem alterações à Lei Laboral</title>
		<link>https://sintapazores.com/ugt-prepara-contraproposta-com-quase-cem-alteracoes-a-lei-laboral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 11:54:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Contraproposta deverá ser entregue ao Governo depois da segunda volta das Presidenciais, a 8 de fevereiro.   A UGT está a preparar uma contraproposta com quase cem alterações à Lei [&#8230;]</p>
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							<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Contraproposta deverá ser entregue ao Governo depois da segunda volta das Presidenciais, a 8 de fevereiro.</p>
<p> </p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A UGT está a preparar uma contraproposta com quase cem alterações à Lei Laboral proposta pelo Governo.</p>
<p> </p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.publico.pt/2026/01/30/economia/noticia/ugt-prepara-contraproposta-perto-100-alteracoes-pacote-laboral-governo-2162970" target="_blank" rel="noopener">Segundo o &#8220;Público&#8221;</a>, esta resposta da central deve ser apresentada aos sindicatos na próxima semana, para depois ser enviada à ministra do Trabalho. O Governo só deverá receber esta proposta já depois da segunda volta das Presidenciais, a 8 de fevereiro.</p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Dirigentes da UGT apontam ao jornal que a contraproposta inclui quer melhorias a propostas do Executivo, quer a remoção de outras e, ainda, novas medidas que não constavam antes no diploma.</p>
<p> </p>
<p>Do lado do Ministério do Trabalho, fonte oficial refere ao &#8220;Público&#8221; que aguarda às suas propostas para seguir com a negociação e equaciona a criação de um grupo de trabalho.</p>
<p> </p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ter havido contactos entre os dois lados, a última reunião formal entre Governo e UGT foi a 16 de dezembro, cinco dias depois da greve geral que uniu esta central sindical e a CGTP nas ruas.</p>
<p> </p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A CGTP convocou para o sábado de 28 de fevereiro uma manifestação nacional contra o anteprojeto do Governo de revisão da legislação laboral e promete &#8220;dar continuidade à luta&#8221;, anunciou o secretário-geral da central sindical.</p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A &#8220;grande manifestação&#8221;, como já antecipou o secretário-geral Tiago Oliveira, acontecerá em dupla localização – em Lisboa e no Porto.</p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Além da manifestação, a CGTP irá também convocar outras ações, incluindo plenários e greves setoriais a partir de dia 9 do próximo mês, aproveitando para conseguir a “mobilização e esclarecimento” dos trabalhadores.</p>
<p> </p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">rr.pt &#8211; 30 jan, 2026 &#8211; 07:40 • João Malheiro</p>
<p></p>						</div>
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		<title>Aumentos na função pública devem ser pagos em fevereiro com retroativos</title>
		<link>https://sintapazores.com/aumentos-na-funcao-publica-devem-ser-pagos-em-fevereiro-com-retroativos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 14:07:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Intenção do Governo é formalizar os aumentos salariais no mesmo dia que a subida do subsídio de refeição, que vai passar para 6,15 euros.   Os aumentos salariais na função [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Intenção do Governo é formalizar os aumentos salariais no mesmo dia que a subida do subsídio de refeição, que vai passar para 6,15 euros.</p>
<p> </p>
<p>Os aumentos salariais na função pública, previstos no acordo assinado esta quarta-feira pela Fesap e o STE com o Governo, deverão ser pagos em fevereiro, com retroativos a janeiro.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>O Acordo Plurianual 2026-2029 de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública prevê para este ano aumentos salariais de 2,15%, com um mínimo de 56,58 euros.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>Esta atualização salarial ainda não será refletida no processamento deste mês, que já foi fechado, pelo que apenas deverá ser efetuada em fevereiro, com retroativos a janeiro, segundo indicou fonte governamental à Lusa.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>A intenção do Governo é formalizar os aumentos salariais no mesmo dia que a subida do subsídio de refeição, que vai passar para 6,15 euros, estando previstas subidas de 15 cêntimos por ano até 2029.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O acordo assinado esta quarta-feira estende os compromissos assumidos em outubro de 2024 em termos de atualizações salariais, trazendo também novidades em matérias como o subsídio de refeição ou a revisão de algumas carreiras.</p>

<p class="wp-block-paragraph"> </p>
<p>cmjornal-pt</p>
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